Vim das dores do parto ao túmulo.
Vim indiretamente da fauna microbiana
na carne putrefata – inevitável acúmulo
de toda a felicidade humana.
Por isso quero ser feliz por um minuto
depois desta eternidade de dores.
Quando eu morrer não aceito luto,
apenas preces para os meus rancores.
Quando o corpo volta à terra,
seu fluído em outro corpo se encerra,
no ciclo metafísico da essência.
Quem sou eu entre o parto e a morte?
Deixo que essa dúvida me transporte
até o final desta existência.
*Todos os direitos reservados a Rodrigo Azenha
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