Quando chega o fim de semana
Sinto no peito um tédio medonho.
Vendo velhos jovens que pressuponho
Nessa nostálgica realidade cotidiana.
Nada de festa, tudo é a violência urbana
Jogando sangue no poema que componho.
Perseguindo o jovem e o seu sonho;
E o resto de alegria que dele emana.
Vejo este mundo como uma droga,
– O prazer de viver – que sempre joga
Os nossos desejos na sorte de miséria.
Tento desprender-me dessa inquietude
Mas, vejo uma a degradante juventude
Na perspectiva duma sociedade deletéria.
*Todos os direitos reservados a Rodrigo Azenha
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