A noite negra veio repentina e fria
Trazendo fatos de glória e desdouro.
Eu queria viver no aeon vindouro,
Para transmutar minha própria liturgia.
Não quero findar a vida na agonia.
Fui Jasão em busca do velo de ouro.
Fui Teseu e matei um “homem-touro”.
Mas sobrou a cruz e a missão sombria
De ser personagem dum único episódio
Pra salvar-me das dores e do ódio.
Hoje a sua morte, a nada conduz.
Pois este Cristo vacilante e temerário,
No íntimo degredo, do ego calvário,
Sucumbiu carregando minha cruz.
*Todos os direitos reservados a Rodrigo Azenha
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