A triste ilusão oriunda da ignorância
É a felicidade humana que se desfruta
Na adversidade da vã, inglória luta;
No universo se perde na exorbitância.
Pois apesar dessa ilusão ter relevância
Diante do hiperespaço é tão diminuta.
Na inconstante de emoções em permuta
A desgraça mundana é predominância.
Por isso o ser desvincula passo a passo
Da vibração dum corpo perdido no espaço,
Da órbita dum pequeno pedregulho.
Pra se adaptar na faixa intermediária
Em outras formas de matéria ordinária
Na auto-suficiência do seu orgulho.
*Todos os direitos reservados a Rodrigo Azenha
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