sexta-feira, 21 de março de 2014

Agonia de filósofo




Sabendo que só o tempo preexiste
Logo renunciei a certeza humana.
Junto com ela, a Razão espinosiana
E o amor pestilento dessa espécie triste.

Se a ciência na ignorância, insiste.
Busco matar as dúvidas numa purana.
Mesmo libertando-se da dor cotidiana,
A percepção pessoal que ainda assiste

A existência da não existência
Trespassando os níveis de consciência
No dualismo duma força inimaginável

Dentro da ordem lógica que pressinto,
Posso entender através do instinto
Ao invés da razão pouco confiável.

*Todos os direitos reservados a Rodrigo Azenha  







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