Perambulando como um animal arisco
em busca de alguma coisa percebida.
Em algum lugar, num momento da vida,
existe uma ovelha fora do aprisco
farejando algum pasto ou correndo risco.
Caçando algo... Minha ilusão perdida?
Em meu peito há uma coisa dorida...
não sei se é um quadrado ou um disco.
Será que está bem longe já sepulta?
Ou ainda vive numa prisão ignota e oculta,
esta coisa sem forma e nuança?
Se o pranto aziago me entorpece e afoga,
mas no último suspiro, a boca ainda roga:
desejando a coisa sem verossimilhança.
*Todos os direitos reservados a Rodrigo Azenha
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