Não quero saber de onde sou oriundo,
Nesta tarde que eu vejo o resoluto
Da morte que deixa o corpo dissoluto
Nos minérios deste aglomerado rotundo.
Sinto-me um zumbi perdido no mundo.
Menos racional; mais mecânico e arguto.
Já não sei por que sou tão diminuto
Na visão de universo em que aprofundo.
Mas de repente sigo outros destinos
Ao detectar a chuva de neutrinos
Oriunda da explosão de uma supernova.
Vou à origem e puxo a agrura pela raiz.
Acabo com a falsa sensação de ser feliz
Na cadeia cósmica que se auto-renova.
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