As dores são como nuvens carregadas
Que desabam num chuvisco cristalino.
São fontes de rios ou lagoas transbordadas
Ou são enxurradas que correm sem destino.
Mas as dores serão sempre águas passadas
Que apagam as chamas dum amor ferino;
Ou pegadas iguais a errantes pegadas
Deixadas por um cambaleante peregrino.
Dores e lágrimas vêm em forma de enchente
Trazendo o remédio que cura eternamente,
Mas, às vezes, apenas ameniza e acalma.
Mas as dores que perseguem o ser humano
São iguais as dores de Pompéia e Herculano;
São as dores das profundezas da alma.
*Todos os direitos reservados a Rodrigo Azenha
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