Alta noite. Inquietude que se precipita
sobre o céu aceito por medo do inferno.
Abalando o cientificismo moderno
ou as virtudes do Deus semita.
Então a natureza psíquica delimita
as influências do meio sempiterno.
Se há aves fugindo do rigoroso inverno;
fujo do paraíso, glória da vida infinita...
Já não acredito no castigo divino.
O homem é vontade, dono do seu destino,
mas ele sofre pelo ego compulsório.
Não quero saber do Deus que pune.
Prefiro a inconsistência e ser imune
aos desenganos deste mundo ilusório.
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