Há muito tempo não apareço aqui. Os últimos trabalhos
foram publicados outrora no meu blog antigo que, sem intenção, foram perdidos
quando cancelei a conta no GMAIL e não consegui recuperá-los. Tem quase dois
anos que não escrevo nenhuma linha se quer, apesar de que às vezes ainda surgiu
um poema ou outro. Algumas objeções me transformaram profundamente ao longo
desse intervalo, e elas são a causa de findar o desprezo para com as minhas
aventuras literárias. É muito importante enumerá-las aqui a fim de compreender
a frustração e o real motivo de meu retorno a este blog. 1ª a decepção terrível
que eu tive com a academia; 2ª a desilusão com os rumos da política educacional
brasileira; 3ª o nível de miséria intelectual que solapa cada canto do
conhecimento no Brasil; 4ª o regime político de repressão que se apossou do
poder desse país.
A primeira objeção não é, de maneira nenhuma, uma
experiência isolada de uma rebeldia sem causa ou desinteresse qualquer. A
academia é um ninho de sonhos inebriantes para jovens cheios de ideologias ou
pessoas talentosas que aspiram ao mercado de trabalho e à conquista da vida
profissional. Das duas categorias – apesar de meus 27 anos – eu me encontrava
na primeira; talvez por uma inclinação esquerdista na fábula patética de salvar
o mundo. Mesmo sendo um cara cauteloso nos estudos, na minha concepção, todas
as conquistas sociais e os direitos civis, de nossa Carta Magma, eram justificados
e consolidados depois de uma ditadura direitista sanguinária. O que acabei por
descobrir posteriormente que não foi bem assim como diz os livros didáticos.
Vivia sempre nos corredores com algum exemplar do Milton Santos (1926-2001) ou
David Harvey nas mãos; servindo como um “idiota útil”, embevecido numa névoa
asinina de cretinice e idiotice ao extremo. Percebendo que a cátedra estava
infectada de gente como eu, sem alternativa ao tacanho materialismo dialético,
resolvi estudar disciplinas na área de arquitetura, ciências naturais entre
outros autores não tradicionais no esquerdismo; assim me deparei com o geógrafo
Yi-Fu Tuan, a fenomenologia e a sua Geografia da Percepção. O curioso ou
assustador foi saber que não existia nenhuma obra desse autor na biblioteca da
Universidade de Brasília – UnB, onde estudava. Se existe, certamente é pouco
consultada. Esse cenário degradante é fruto de anos convivendo com o sistema
educacional construtivista falido do Paulo Freire(1921-1997) inspirado em Antônio
Gramsci(1891-1937), no qual prejudica alfabetização do aluno, construindo desde
cedo alienados oprimidos e com baixo teor de discernimento, que, em última
análise, entram nas universidades para se tornarem, na maioria das vezes,
péssimos profissionais ou improfícuos alunos maconheiros que são verdadeiros
“matusaléns” nas instituições, corroendo as verbas públicas. A academia,
portanto, se transforma num monastério ignoto e fechado, com todo o corpo
docente e discente formado por mulas “desbestadas” que descem a ladeira
carregando os cacos da educação, sem conseguirem arrancar os seus antolhos.
Não há mais na academia brasileira espaço para outras
linhas que não seja a ideologia esquerdista marxista. Isso é uma doença crônica
no seu estágio final. Temas como sustentabilidade, economia verde, aquecimento
global são manipuladas em volta do discurso da socialização da natureza para
salvar o planeta do caos ecológico. Esquecem os professores e alunos, por
exemplo, a obra de William Gray, meteorologista, um dos cientistas “céticos”
que combatem essa patifaria da “ecologia do medo”. Em outra vertente, as reivindicações das
denominadas minorias, sejam elas gaysismo ou movimento negro, são temas
recorrentemente catalisados para impor o discurso antagônico, o fanatismo e o
ódio nas universidades, transformando-as em um cabaré de cegos. Mas não podemos
olvidar que esse esquema macabro é simplesmente o projeto de poder do governo
comunista que já está em pleno funcionamento; com toda sua máquina faminta e
atroz sobre nossas cabeças. Não acredita caro leitor? Como diria Raul Seixas:
“olha para cima, meu filho, o chão é lugar de cuspir...”.
Depois de sobreviver a esta moenda de cérebros dantesca,
sem medo de chacota, posso afirmar que essa realidade pode se materializa na
radicalização dos movimentos sociais partidarizados e nas leis que dividem a
sociedade, como por exemplo, o projeto contra homofobia e as cotas raciais nas
universidades. Ressalta-se também, a tomada, ou melhor, a “compra” governista
dos sindicatos e grêmios estudantis. Em contra partida, evidencia-se a
inexistência de uma oposição política expressiva no Congresso, que poderia em
tese obstruir a construção desse antro de horrores e torpor. Portanto isso são
sinais gritantes do que estou falando. O governo implanta o terrorismo ao
desprezar o funesto número de vítimas do banditismo das ruas. Essa é uma
estratégia de engenharia social facista na qual se governa pelo caos e a
imposição do medo na sociedade. Uma população temerosa é bem mais fácil de
manipulá-la. Não é nenhuma teoria da conspiração. Essa é simplesmente a
realidade cruenta que assola o nosso país. As propostas românticas do PT no
período de Redemocratização permanecem a anos-luz dos devaneios de nossas leis,
da rotina horrenda das praças de guerra e do terrorismo autoproclamado pelo o
próprio Estado que, pelo contrato social de Rousseau, deveria nos proteger.
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