sábado, 22 de março de 2014

A morte de uma ideologia idiota



Há muito tempo não apareço aqui. Os últimos trabalhos foram publicados outrora no meu blog antigo que, sem intenção, foram perdidos quando cancelei a conta no GMAIL e não consegui recuperá-los. Tem quase dois anos que não escrevo nenhuma linha se quer, apesar de que às vezes ainda surgiu um poema ou outro. Algumas objeções me transformaram profundamente ao longo desse intervalo, e elas são a causa de findar o desprezo para com as minhas aventuras literárias. É muito importante enumerá-las aqui a fim de compreender a frustração e o real motivo de meu retorno a este blog. 1ª a decepção terrível que eu tive com a academia; 2ª a desilusão com os rumos da política educacional brasileira; 3ª o nível de miséria intelectual que solapa cada canto do conhecimento no Brasil; 4ª o regime político de repressão que se apossou do poder desse país.
A primeira objeção não é, de maneira nenhuma, uma experiência isolada de uma rebeldia sem causa ou desinteresse qualquer. A academia é um ninho de sonhos inebriantes para jovens cheios de ideologias ou pessoas talentosas que aspiram ao mercado de trabalho e à conquista da vida profissional. Das duas categorias – apesar de meus 27 anos – eu me encontrava na primeira; talvez por uma inclinação esquerdista na fábula patética de salvar o mundo. Mesmo sendo um cara cauteloso nos estudos, na minha concepção, todas as conquistas sociais e os direitos civis, de nossa Carta Magma, eram justificados e consolidados depois de uma ditadura direitista sanguinária. O que acabei por descobrir posteriormente que não foi bem assim como diz os livros didáticos. Vivia sempre nos corredores com algum exemplar do Milton Santos (1926-2001) ou David Harvey nas mãos; servindo como um “idiota útil”, embevecido numa névoa asinina de cretinice e idiotice ao extremo. Percebendo que a cátedra estava infectada de gente como eu, sem alternativa ao tacanho materialismo dialético, resolvi estudar disciplinas na área de arquitetura, ciências naturais entre outros autores não tradicionais no esquerdismo; assim me deparei com o geógrafo Yi-Fu Tuan, a fenomenologia e a sua Geografia da Percepção. O curioso ou assustador foi saber que não existia nenhuma obra desse autor na biblioteca da Universidade de Brasília – UnB, onde estudava. Se existe, certamente é pouco consultada. Esse cenário degradante é fruto de anos convivendo com o sistema educacional construtivista falido do Paulo Freire(1921-1997) inspirado em Antônio Gramsci(1891-1937), no qual prejudica alfabetização do aluno, construindo desde cedo alienados oprimidos e com baixo teor de discernimento, que, em última análise, entram nas universidades para se tornarem, na maioria das vezes, péssimos profissionais ou improfícuos alunos maconheiros que são verdadeiros “matusaléns” nas instituições, corroendo as verbas públicas. A academia, portanto, se transforma num monastério ignoto e fechado, com todo o corpo docente e discente formado por mulas “desbestadas” que descem a ladeira carregando os cacos da educação, sem conseguirem arrancar os seus antolhos.
Não há mais na academia brasileira espaço para outras linhas que não seja a ideologia esquerdista marxista. Isso é uma doença crônica no seu estágio final. Temas como sustentabilidade, economia verde, aquecimento global são manipuladas em volta do discurso da socialização da natureza para salvar o planeta do caos ecológico. Esquecem os professores e alunos, por exemplo, a obra de William Gray, meteorologista, um dos cientistas “céticos” que combatem essa patifaria da “ecologia do medo”.  Em outra vertente, as reivindicações das denominadas minorias, sejam elas gaysismo ou movimento negro, são temas recorrentemente catalisados para impor o discurso antagônico, o fanatismo e o ódio nas universidades, transformando-as em um cabaré de cegos. Mas não podemos olvidar que esse esquema macabro é simplesmente o projeto de poder do governo comunista que já está em pleno funcionamento; com toda sua máquina faminta e atroz sobre nossas cabeças. Não acredita caro leitor? Como diria Raul Seixas: “olha para cima, meu filho, o chão é lugar de cuspir...”.
Depois de sobreviver a esta moenda de cérebros dantesca, sem medo de chacota, posso afirmar que essa realidade pode se materializa na radicalização dos movimentos sociais partidarizados e nas leis que dividem a sociedade, como por exemplo, o projeto contra homofobia e as cotas raciais nas universidades. Ressalta-se também, a tomada, ou melhor, a “compra” governista dos sindicatos e grêmios estudantis. Em contra partida, evidencia-se a inexistência de uma oposição política expressiva no Congresso, que poderia em tese obstruir a construção desse antro de horrores e torpor. Portanto isso são sinais gritantes do que estou falando. O governo implanta o terrorismo ao desprezar o funesto número de vítimas do banditismo das ruas. Essa é uma estratégia de engenharia social facista na qual se governa pelo caos e a imposição do medo na sociedade. Uma população temerosa é bem mais fácil de manipulá-la. Não é nenhuma teoria da conspiração. Essa é simplesmente a realidade cruenta que assola o nosso país. As propostas românticas do PT no período de Redemocratização permanecem a anos-luz dos devaneios de nossas leis, da rotina horrenda das praças de guerra e do terrorismo autoproclamado pelo o próprio Estado que, pelo contrato social de Rousseau, deveria nos proteger.

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