sexta-feira, 21 de março de 2014

Sepultando crenças




Buscando por fim a luta entre os eus,
O fanatismo me privou da razão.
Sepultei a crença, movido pela emoção
A mesma de Davi, que trucidou os filisteus.

Foi um alívio não crer mais num deus
Que faz o seu filho morrer sem perdão.
Exaltei o amor, olvidando a reação,
Das paixões ocultas pelos receios meus.

Hoje – com a fé morta – razão é o eixo
Na busca do conhecimento, não me deixo
Rebaixar diante de ídolos eleitos.

Nunca mais seguirei uma única ideia;
Nem trabalhar feito servo na corveia...
Agora todos os cleros serão suspeitos...

*Todos os direitos reservados a Rodrigo Azenha 

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