Na margem dum rio, sentei numa pedra
Entre campos ainda verdes, vales e matas.
O húmus cheio de carnes humanas putrefatas
Adubando a árvore relutante que medra
Nas paisagens tristes desta noite negra
Em que vêm abalando as leis fixas e exatas.
Desde as cavernas, já foram muitas datas,
Em que prevaleceu uma sinistra regra:
Depois de chegar ao auge do império
Vem a decadência e o fim deletério...
Mas hoje estão juntas no globo terrestre,
Ou seja, a diversidade de várias culturas,
Em um só mundo, fazendo as tinturas
Duma mesma pintura rupestre.
*Todos os direitos reservados a Rodrigo Azenha
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