Minha casa virou um cárcere aberto.
Sinto meu relógio como frias algemas.
As portas se cruzam em vários dilemas:
Um deles é viver preso; o outro é ser liberto.
Viver preso é o mesmo que morrer incerto.
Sinto-me livre escrevendo meus poemas,
Mas ainda não tenho estratagemas
Na guerra contra o ego desperto.
Quando tento sair, não encontro o molho
De chaves que pode abrir o ferrolho
Da porta inexistente da prisão irreal.
Sinto-me livre em casa e preso lá fora;
Ou vice e versa... Eu queria era ir embora
Deste mundo medonho e paradoxal.
*Todos os direitos reservados a Rodrigo Azenha
Nenhum comentário:
Postar um comentário