As chuvas tristes de março pela manhã
Vêm encerrando um verão aziago e hostil.
O meu coração cheio de amor sucumbiu,
Pois Paulo corrompeu a caridade cristã.
Com o corpo são; a mente se torna vã.
Do oceano de paixões, o desamor emergiu;
Ou do Caos das substâncias que desferiu
Um ser embaraçado, desfeito de seu arimã.
Por isso não sigo Maomé, Jesus ou Buda.
Sigo a vida inconstante que transmuda...
Posso ser crente; místico; laico ou ateu.
Amor e fé é a força que sempre suplanta.
Mas só amar e crê a esmo não adianta;
Ou ser o que sou sem saber quem sou eu.
*Todos os direitos reservados a Rodrigo Azenha
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