Meu coração rebelde cheio de juventude
É tão medonho; tão patético e sem cor.
Pois chama o prazer da paixão de virtude
E a fragilidade de sublime amor.
Meu coração no auge dos vinte anos,
Cultua a dor, por ser tão inocente.
Luta numa guerra entre gregos e troianos
Em busca duma Helena inconsequente.
Meu coração sagaz é sempre insatisfeito.
Desfragmenta-se em pedaços no peito
Para não sentir uma dor trágico-cômica.
Meu coração é fraco por não ter Cupido.
Brigado com a Razão, vaga perdido.
Sem poesia é uma válvula anatômica.
*Todos os direitos reservados a Rodrigo Azenha
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