PSEUDO-ARTISTA
Eu era uma criança querendo ser artista.
Músico sem guitarra; cantor sem voz.
Queria escrever como Eça de Queiroz,
mas esse talento não é uma conquista.
Apesar desta poesia amarga e egoísta,
minha dor é a mesma desse mundo atroz.
A vida é retalhada pela ilusão algoz
que não se encaixa numa forma realista.
As sensações mundanas são passageiras.
Mas para o homem, não há fronteiras!
Pois ele pertence a todos universos...
É difícil quando não há nada paradisíaco.
Restam os delírios deste hipocondríaco
Incorporando a tristeza em versos.
* Todos direitos cedidos a Rodrigo Azenha
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