ENTRE MUNDOS
Percorri a vaga e gigantesca distância,
andando dorido, como sempre, errante.
A dor invadiu o meu peito, triunfante,
sufocando o breve anseio e a jactância.
Havia dois mundos em concomitância,
mas agora vivo o mundo equidistante
daquele que reivindico, suplico ululante,
para viver no impérvio, doce estância.
Lá só o amor vem aliviar as inquietudes.
Quero que ele entre em todas as latitudes,
do meu desespero não euclidiano.
Foram tantos desertos que segui a esmo,
querendo conhecer a mim mesmo...
esse é o maior sofrimento humano.
*Todos os direitos cedidos a Rodrigo Azenha
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