INDIVÍDUO ARTIFICIAL
O espermatozóide, o ovócito, a fertilidade:
a tríade mais maravilhosa da natureza.
Mas é um paradoxo que causa estranheza,
se o triste é compor esta humanidade.
A existência se alimenta da fugacidade
de amores os quais ocultam dor e frieza,
onde o que predomina é a vileza;
onde o ser perde a sua identidade;
onde o modo de produção consumista
deixa o ser cada vez mais individualista,
mas ele como indivíduo é deteriorado.
Esse é o homem pós-moderno e gregário:
procura a vontade, mas é involuntário
mecânico, mercadoria e alienado.
* Todos os direitos cedidos a Rodrigo Azenha
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