A CIÊNCIA
O avanço tecnológico é frenético.
A certeza a todo tempo é abalada.
Se na física quântica não existe o Nada;
os desejos se debatem no hipotético.
Enquanto é mapeado o código genético,
a experiência sensorial é derrubada
pela crença que se disfarça misturada
no anacrônico racionalismo cético.
Se todo sorriso é sempre dependente
da pseudo-alegria – insana dor latente
na pseudo-certeza na pseudo-existência –
ainda há recurso, a fuga do eu é preciso.
Para não perder completamente o juízo
o homem crê na excelsa Providência.
* Todos os direitos cedidos a Rodrigo Azenha
Nenhum comentário:
Postar um comentário