À MINHA MÃE
Mãe, eu queria teu meigo acalanto.
Sei que a senhora sempre se alarde
nas noites em que sozinho chego tarde,
e só tenho o plenilúnio como manto.
Teu amor materno fiel e sacrossanto –
essa chama supina que na alma arde –
me alertando a não ser covarde;
temer o mundo e o próprio pranto.
Perdoe-me, mãe, digníssima senhora.
Obrigado pela devoção que me enamora,
e se põe em minha dor, como pessoa.
Tua honra é minha porta estandarte.
Tu ensinas que teu amor é uma arte...
tu és o colo cujo amor sublime ressoa.
* Todos os direitos cedidos a Rodrigo Azenha
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