A MORTE DO HOMEM
Não quero chorar meu pranto infuso
no ego onde ódio e amor se interagem.
Lá fora há uma persistente estiagem;
aqui é aquoso, salgado e confuso.
É um mundo de paixão que não uso.
Lá fora, o outono; outra roupagem.
Já me sinto diáfano como uma visagem
ou um simples pensamento intruso.
Morre homem velho sem esperança!
Volte novamente a ser criança;
ame, e viva a vida, a fugacidade.
Renasça das cinzas do mundo irrisório.
Arranque esse fardo tormentório
e proclame de vez a tua liberdade.
* Todos os direitos cedidos a Rodrigo Azenha
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