DOCE INOCÊNCIA
Busco a inocência que não está morta
na memória deste velho saudoso rapaz.
Ainda há um jovem inocente e incapaz
de ir embora e não voltar abrir a porta.
Como o sangue que escorre na aorta.
A paixão, como a vida, é irrequieta e fugaz.
A dor insubmissa se torna perspicaz...
viver é necessário; sorrir já não importa.
Há paixões – essas forças antagônicas –
num tunelamento de volições agônicas
aspirando desejos amargos na abstinência
do vício das chamas que consomem
todo egocentrismo derrocado do homem...
Por isso se recorre a doce inocência.
* Todos os direitos cedidos a Rodrigo Azenha
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