terça-feira, 19 de novembro de 2013

Emoções do poeta

EMOÇÕES DO POETA

Um poeta com emoções sem rumo,
enclausurado no quarto gélido e vazio.
Mirando a miséria, sofreu arrepio...
para as emoções, não há um resumo

de palavras como frutas de acre sumo.
O lenço antes úmido e alvadio,
agora é sangrento, lagrimal e sombrio.
Tudo que há é um suspiro sem prumo.

O poeta vira bicho ferido e sozinho
trazendo a sana voraz no focinho;
caçando a paixão, seguindo o feromônio

exalado pelo o cio da volúpia contida.
Destarte o único restolho da vida
é o poeta a despertar o seu demônio.

* Todos os direitos cedidos a Rodrigo Azenha

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