EMOÇÕES DO POETA
Um poeta com emoções sem rumo,
enclausurado no quarto gélido e vazio.
Mirando a miséria, sofreu arrepio...
para as emoções, não há um resumo
de palavras como frutas de acre sumo.
O lenço antes úmido e alvadio,
agora é sangrento, lagrimal e sombrio.
Tudo que há é um suspiro sem prumo.
O poeta vira bicho ferido e sozinho
trazendo a sana voraz no focinho;
caçando a paixão, seguindo o feromônio
exalado pelo o cio da volúpia contida.
Destarte o único restolho da vida
é o poeta a despertar o seu demônio.
* Todos os direitos cedidos a Rodrigo Azenha
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