terça-feira, 19 de novembro de 2013

Gênio

GÊNIO

Vim ao mundo com o senso que perdura
nas elucubrações dum formidável gênio.
Ele já existia no mais remoto milênio,
pois fez o coletor conhecer a agricultura.

Era a época quando houve a ruptura
da vida nômade do filho do hidrogênio
dependente dum elemento calcogênio,
das organelas e da percepção imatura

que ainda não entendeu o ser humano.
Representou-me num gráfico cartesiano
nas retas em invertidas concavidades...

O sábio demônio deixou no abandono
a ínfima simples estrutura de carbono
no universo complexo de possibilidades.

* Todos os direitos cedidos a Rodrigo Azenha

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